O tempo corre. Não gosto de correr.
A manhã acaba. Não quero comer.
O sol se põe. Não quero ceder.
Assim como as manhãs, meu desepero fluiu.
Vertendo o sangue doente da alma que feriu.
Surgindo das sombras como a dose que o iludiu.
Sol, manhã, tempo.
Lua, noite, espeço.
Coisas que são apenas... Coisas.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
É assim.
Cansado. O sol ainda a pino.
"Maldito horário de verão."
Já se foram 5 horas mesmo? Olha constantemente o relógio.
Ainda três horas para o fim.
Carro. Rodovia. Casa.
Quatro pernas, um braço e um lençol grande.
Um suspiro, uma desculpa e um tiro.
Menos um advogado no mundo, um novo presidiário e uma mulher sem dois homens.
Nada que o dia-a-dia não contenha.
"Maldito horário de verão."
Já se foram 5 horas mesmo? Olha constantemente o relógio.
Ainda três horas para o fim.
Carro. Rodovia. Casa.
Quatro pernas, um braço e um lençol grande.
Um suspiro, uma desculpa e um tiro.
Menos um advogado no mundo, um novo presidiário e uma mulher sem dois homens.
Nada que o dia-a-dia não contenha.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Um dia qualquer...
Qualquer dia desses pode acontecer:
No meio da rua, eu paro.
Olho em volta. Carros passando, motos acelerando e pedestres correndo.
O sol forte em mim, as nuvens longes.
A cabeça a mil, o corpo: zero.
Tudo por causa de um hormônio à toa.
No meio da rua, eu paro.
Olho em volta. Carros passando, motos acelerando e pedestres correndo.
O sol forte em mim, as nuvens longes.
A cabeça a mil, o corpo: zero.
Tudo por causa de um hormônio à toa.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Ato II, Primeiro Arco.
Segunda Feira, 02 de Dezembro de 1999
Meu dia foi chato e massante. Nada me faria mudar de ideia. Eis que o "nada" acontece.
Quase Meia Noite, eu chegava em casa vindo do meu monótono ônibus, e ela passa por mim na rua.
Seus olhos ferozes chisparam em mim por alguns segundos e logo em seguida passaram adiante.
Sua pele e cabelos estavam radiantes, mas sua presença...
Me lembrava algo fatal, rápido, desses que não te deixam tempo de pensar.
E principalmente aqueles olhos. Me mandaram tudo que precisava saber, sempre.
Segui atrás dela, como se fosse meu caminho a seguir.
Ela usava um vestido longo e uma sandália alta.
Quando passava por uma rua escura e com um alto muro ela estacou.
A lua apareceu alto no céu, anunciando que à Meia Noite chegara.
Parou em seu lugar e esperou, à espreita de sua próxima vitima...
Percebi, tarde demais, que seria eu, o escolhido...
Terça Feira, 03 de Dezembro de 1999
Com o mínimo de pudor ela falou que me desejava.
Os postes apagados e um grande muro de fabrica como testemunha.
Com dois passos em minha direção desarmou-me e derrubou minhas defesas.
Com sua agilidade felina me deixou marcado e sem minha jaqueta, antes protetora.
Meus lábios nem se moveram antes do não anunciado encontro.
Um cheiro forte de álcool invadiu-me e por mais alguns segundos pude ver, seus olhos densos e violentos, me observando com interesse...
Os postes apagados e um grande muro de fabrica como testemunha.
Com dois passos em minha direção desarmou-me e derrubou minhas defesas.
Com sua agilidade felina me deixou marcado e sem minha jaqueta, antes protetora.
Meus lábios nem se moveram antes do não anunciado encontro.
Um cheiro forte de álcool invadiu-me e por mais alguns segundos pude ver, seus olhos densos e violentos, me observando com interesse...
Quarta Feira, 04 de Dezembro de 1999
Alguém me ergueu e me carregou embora. Mal tive ideia do que acontecia em volta e só me lembro das vozes, algumas preocupadas, outras só curiosas. E tudo na minha vida tinha, sem dúvida, mudado.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Ato I - Feras.
Os olhos encontraram os dela.
Segundos de tensão. Apreensão.
Reprimiu o desejo e a encarou.
Olhos profundos e felinos...
Uma fera, sem dúvida.
Bela, como todos os perigos da vida.
Selvagem na essência, quente no âmago.
Com seus olhos belos e ardentes.
Seguiu-lhe um arrepio característico.
Medo, ódio ou talvez arrogância.
Caminhando em sua direção, delicada e mortal...
Como são as feras de olhos inteligentes.
Seu movimento paralisou seu corpo.
Seu aroma paralisou seu cérebro.
Seu corpo paralisou seu pensamento.
Seu olhar paralisou sua vida.
Nunca pensou em nada assim.
Mas ela o pegou, felizmente.
Acabou com teu sofrimento.
Fera, bela e felina. Como deve ser.
Segundos de tensão. Apreensão.
Reprimiu o desejo e a encarou.
Olhos profundos e felinos...
Uma fera, sem dúvida.
Bela, como todos os perigos da vida.
Selvagem na essência, quente no âmago.
Com seus olhos belos e ardentes.
Seguiu-lhe um arrepio característico.
Medo, ódio ou talvez arrogância.
Caminhando em sua direção, delicada e mortal...
Como são as feras de olhos inteligentes.
Seu movimento paralisou seu corpo.
Seu aroma paralisou seu cérebro.
Seu corpo paralisou seu pensamento.
Seu olhar paralisou sua vida.
Nunca pensou em nada assim.
Mas ela o pegou, felizmente.
Acabou com teu sofrimento.
Fera, bela e felina. Como deve ser.
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