segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quieto!

O tempo corre. Não gosto de correr.
A manhã acaba. Não quero comer.
O sol se põe. Não quero ceder.

Assim como as manhãs, meu desepero fluiu.
Vertendo o sangue doente da alma que feriu.
Surgindo das sombras como a dose que o iludiu.

Sol, manhã, tempo.
Lua, noite, espeço.
Coisas que são apenas... Coisas.

É assim.

Cansado. O sol ainda a pino.
"Maldito horário de verão."

Já se foram 5 horas mesmo? Olha constantemente o relógio.
Ainda três horas para o fim.
Carro. Rodovia. Casa.

Quatro pernas, um braço e um lençol grande.
Um suspiro, uma desculpa e um tiro.
Menos um advogado no mundo, um novo presidiário e uma mulher sem dois homens.

Nada que o dia-a-dia não contenha.