"Os Segredos da Alma são engraçados. Procurei-os a vida toda... Consegue imaginar, amor? Corri atrás deles sempre e sempre e agora, assim, me aparecem. Não são exatamente o que achavamos que seriam, são amor? Não, sei que não..."
"Sabe, acho que tudo seria mais fácil de entender sem esse sangue todo. Não é amor? Também acho. Não precisa concordar com tudo o que eu digo amor. Se quiser dizer algo, diga! Não? Tudo bem, mas acho que esse sangue em você é desconfortável. Ou não? Tudo bem então. Sabe, eu gosto dos teus beijos, mas prefiro teu abraço, amor. É tão quente."
"Já entendi amor. Agora me solte por favor. Deixe que eu vá embora com meus segredos. Deixe que eu leve de ti a última chama de vida que um amor guarda. Sim, exato amor. Não faça assim, me deixa triste de fazer o que tenho de fazer. Eu preciso amor, preciso. Quem sabe algum dia, amor, um dia você entenda o que foi preciso. Mas agora tenho que ir. Me deixe morrer em seus braços, para que eu apague nossa chama. Assim como disse o poeta."
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Ato II, Segundo Arco
Após o desespero do momento, minha mente vagava. Não que fosse confortável, mas eu simplesmente não conseguia me manter lúcido.Toda a dor, antes imposta pela suposta arma, parecia uma simples lembrança, fluindo de minha semi-conciência.
Estados de humor se alternavam em meu ser, mas eu sabia, que no fundo eu sentia inveja. Inveja daqueles olhos curiosos... Belos, mas frios. Olhos que outrora me tentavam, trazendo luxúria e desejo, me transformando de homem em fúria, de romantico em selvagem.
Com olhos tortos e sem vida tentei lhe expressar dor, mas já não comandava meus movimentos. Creio que tudo que lhe consegui foi pena, dó, daquele pobre moço, a quem "não aguentei mais em minha vida".
E o desespero segue. Sinto minhas emoções fluindo, pelo ferimento do punhal de desesperança que me deste. Espero que não seja sempre assim. Espero.
Estados de humor se alternavam em meu ser, mas eu sabia, que no fundo eu sentia inveja. Inveja daqueles olhos curiosos... Belos, mas frios. Olhos que outrora me tentavam, trazendo luxúria e desejo, me transformando de homem em fúria, de romantico em selvagem.
Com olhos tortos e sem vida tentei lhe expressar dor, mas já não comandava meus movimentos. Creio que tudo que lhe consegui foi pena, dó, daquele pobre moço, a quem "não aguentei mais em minha vida".
E o desespero segue. Sinto minhas emoções fluindo, pelo ferimento do punhal de desesperança que me deste. Espero que não seja sempre assim. Espero.
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