Após o desespero do momento, minha mente vagava. Não que fosse confortável, mas eu simplesmente não conseguia me manter lúcido.Toda a dor, antes imposta pela suposta arma, parecia uma simples lembrança, fluindo de minha semi-conciência.
Estados de humor se alternavam em meu ser, mas eu sabia, que no fundo eu sentia inveja. Inveja daqueles olhos curiosos... Belos, mas frios. Olhos que outrora me tentavam, trazendo luxúria e desejo, me transformando de homem em fúria, de romantico em selvagem.
Com olhos tortos e sem vida tentei lhe expressar dor, mas já não comandava meus movimentos. Creio que tudo que lhe consegui foi pena, dó, daquele pobre moço, a quem "não aguentei mais em minha vida".
E o desespero segue. Sinto minhas emoções fluindo, pelo ferimento do punhal de desesperança que me deste. Espero que não seja sempre assim. Espero.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
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